10 abril 2007

Não sei

se ainda vou a tempo de salvar-me.

2 comentários:

the painter disse...

I

A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

(se olharmos sempre para trás, decerto não veremos o que temos na frente. Vais sempre a tempo :* O mesmo Pessoa escreveu Vale sempre a pena, se a alma não é pequena...)

sophia disse...

é tudo a fingir, não fique preocupada